9 de maio de 2014

Brasileiros encaram as finanças pessoais de forma saudável?

Finanças pessoais | Royal

Uma pesquisa revelou que apenas 32% dos entrevistados costuma anotar os próprios gastos

Assim como em outras áreas da vida, são as pequenas ações que fazem a diferença nos resultados da gestão das finanças pessoais. Hábitos simples, como calcular as taxas de juros do cartão de crédito ou do cheque especial ou planejar em quanto tempo se pretende pagar uma dívida já na hora da compra, podem ser determinantes para o fechamento das contas no fim do mês.

A contabilista e consultora da Royal Gestão Financeira, Silvana Melo, destaca alguns hábitos essenciais. “A excelência vem com a repetição, ou seja, com a habitualidade. Ter objetivos claramente articulados, definir metas para alcançá-los e revisar esse intento periodicamente é um costume muito saudável para as contas. Possuir metas agrega significado às próprias escolhas e revisá-las respeita a mudança de prioridades e de circunstâncias”, afirmou.

Mas será que os brasileiros encaram as finanças pessoais de forma saudável? O portal Infomoney divulgou resultados de uma pesquisa que evidencia que não. O levantamento aponta erros financeiros cometidos em meio às ações cotidianas de cidadãos das classes A, B e C, com idades entre 18 e 60 anos. A tabulação foi feita com 1.155 pessoas.

Confira as principais falhas apontadas:

– Falta planejamento: uma pequena parcela dos entrevistados tem o costume de anotar os próprios gastos, apenas 32%;

– Falta educação financeira: quase metade dos entrevistados nunca ouviram, leram ou procuraram dicas ou orientações financeiras;

– Falta organização das metas do orçamento familiar: grande parte não possui os mesmos planos que o cônjuge para o dinheiro que sobra no orçamento da casa, ou mesmo desconhece a vontade do parceiro;

– Falta investimento: a maioria informou que os meios mais conhecidos de aplicação do dinheiro extra são poupança e previdência privada e que abre mão da rentabilidade pela segurança do dinheiro – apenas 3% já investiram na bolsa de valores.

Quem sabe poupar com regularidade ou até tentar viver com menos pode se mostrar um hábito importante para as finanças da sua casa? O essencial é avaliar e reavaliar o próprio comportamento diante das finanças particulares e, se necessário, buscar uma ajuda especializada. Boa sorte!

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